Análise: UFC é campeão

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Este texto estreia uma série de análises que farei neste espaço. Os textos não terão uma frequência definida, mas surgirão quando encontrar algum tema relevante a respeito de áreas às quais sou afim, como comunicação, marketing, esportes, cultura e/ou entretenimento.

Nesta segunda-feira, 17 de novembro, o Ultimate Fighting Championship deu um audacioso passo, com a excelência e o tamanho desta magnífica organização. Às 20h, hora de Brasília, se iniciou uma transmissão ao vivo direto de Las Vegas com 14 estrelas que entrarão no octógono nos próximos eventos do UFC – Lyoto Machida e CB Dollaway, Jon Jones e Daniel Cormier, Conor McGregor e Dennis Siver, Anderson Silva e Nick Diaz, Alexander Gustafsson e Anthony Johnson, Chris Weidman e Vitor Belfort, Ronda Rousey e Cat Zingano. Esta constelação de lutadores diz muito sobre o nível em que o esporte se encontra, mas do ponto de vista mercadológico a coletiva de imprensa foi um grande marco, em minha opinião.

Logo no início do evento, o presidente Dana White explicou de uma maneira simples o conceito: para a mídia e o mercado, a maioria dos esportes é disputada em temporadas, e o UFC está encarando os próximos eventos como uma “temporada”, recheada de disputas de cinturão e grandes eventos com potencial para publicidade, retorno em pay-per-view e a consolidação de grandes lendas e novas estrelas. Esta “mini-temporada” que vai de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015 é na verdade só o início, pois pela primeira vez a maior organização de MMA do mundo anunciou de uma só vez a agenda para um ano inteiro. Em 2015 serão realizados 45 eventos – dos quais pelo menos sete acontecerão no Brasil.

Para quem conhece a história do UFC, é incrível pensar que os irmãos Lorenzo e Frank Fertitta compraram a organização, que caminhava a passos largos para a falência, em 2001 a preço de bananas: 2 milhões de dólares. Hoje, são a maior organização de MMA, o esporte que indiscutivelmente é o que mais cresce no mundo. O UFC é referência em todos os aspectos: as melhores transmissões, os melhores eventos, os melhores lutadores, grande relacionamento com o público, marketing, etc. Enfim, o UFC é um Campeão em todos os aspectos, e não é à toa que hoje é uma organização mundial.

Dá prazer analisar o UFC, dentro e fora do octógono.

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